Ariane ColeAriane Cole

nro. 37 da Série Limítrofes

óleo sobre tela

137 x 120 cm

 

ARIANE COLE

nro. 54 da Série Limítrofes

óleo sobre tela

115 x 140 cm

 

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nro. 56 da Série Limítrofes

óleo sobre madeira

 40 x 80 cm

 

ARIANE COLEARIANE COLE

nro. 58 da Série Limítrofes

óleo sobre tela

139 x 177cm

 

ARIANE COLEARIANE COLE

nro. 66 da Série Limítrofes

óleo sobre papel

33 x 44cm

 

 

 

ARIANE COLEARIANE COLE

nro. 73 da Série Limítrofes

óleo sobre madeira

50 x 72cm

ARIANE COLEARIANE COLE

nro. 75 da Série Limítrofes

óleo sobre madeira

40 x 60cm

ARIANE COLEARIANE COLE

nro. 78 da Série Limítrofes

 óleo sobre papel

 33 x 44cm

 

 

ARIANE COLEARIANE COLE

 nro. 85 da Série Limítrofes

 óleo sobre tela

 111 x 146cm

 

 

 

 

 


 

 

 

 

 

 

Limítrofes tem origem na discussão da tradição da paisagem e apresenta um caráter predominantemente sensorial, embora busque neste momento pensar a pintura e suas relações com a linha, a mancha e a cor.

Em Limítrofes, podemos observar como a pincelada transcende os limites que as linhas impõem, as linhas aqui, assim como as pinceladas, se desprendem de trajetos, desafiando limites, frisando a sensorialidade do gesto. Muitas vezes, a linha nasce da pincelada, das manchas e não ao contrário, atuando como força a um tempo estruturante e provocativa. Seja segmentando uma pincelada, dialogando com ela, contradizendo-a, criando planos, estabelecendo limites, propondo transgressões, desafiando a forma ou mesmo desvelando processos.

Limítrofes propõe um jogo de forças, se lança em fronteiras mais arriscadas, menos projetadas, revelando uma precariedade, um certo equilíbrio delicado e ao mesmo tempo instável, próprio da pintura contemporânea.

No limite entre a paisagem e a abstração, Limítrofes se funda em um olhar sobre uma paisagem acidental, que se constrói e se desfaz, uma paisagem instável e movediça, entre a transparência e a opacidade, na busca de, por meio de sínteses, constituir uma estrutura expressiva.

As cores entram neste jogo como elemento fundamental, cores construídas na busca também dos limiares entre as cores, caracterizando os planos, as linhas, o gesto, significando o jogo entre a pincelada e o traço, entre a tinta e o suporte. Promovem uma dialógica entre a ação do gesto, e a sua transgressão.

Assim, Limítrofes traz ao olhar um jogo que se desenvolve entre o desenho, representado pela linha que demarca, limites do plano, e a pincelada que explicita o gesto, extravasa limites. Jogo este que, por sua vez, problematiza, a seu modo, sua relação com o espaço da obra.

 

Ariane Cole