Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 1

tecido estampado,

bordado à mão, miçangas,

folhas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

41 x 33 x 7 cm

2017 

valor sob consulta

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 1 (detalhe)

tecido estampado,

bordado à mão, miçangas,

folhas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

41 x 33 x 7 cm

2017 

valor sob consulta

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 2

tecido estampado,
bordado à mão, miçangas,
folhas, flores,
boneco e asas de borboleta de plástico 
60 x 40 x 7 cm
2017
valor sob consulta

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 2 (detalhe)

tecido estampado, 
bordado à mão, miçangas, 
folhas, flores, 
boneco e asas de borboleta de plástico 
60 x 40 x 7 cm
2017
valor sob consulta

 

 

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 3

tecido estampado,

bordado à mão,

miçangas, folhas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

30 x 24 x 7 cm
2017

valor sob consulta

 

 Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 4

tecido estampado montado em chassi,

bordado à mão, miçangas,

folhas, flores, frutas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

55 x 65 x 9 cm

2017

valor sob consulta

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 4 (detalhe)

tecido estampado montado em chassi,

bordado à mão, miçangas,

folhas, flores, frutas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

55 x 65 x 9 cm

2017

valor sob consulta

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 4 (detalhe)

tecido estampado montado em chassi,

bordado à mão, miçangas,

folhas, flores, frutas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

55 x 65 x 9 cm

2017

valor sob consulta

 

Fábio Carvalho

Tulpas' Tree 4 (detalhe)

tecido estampado montado em chassi,

bordado à mão, miçangas,

folhas, flores, frutas,

boneco e asas de borboleta de plástico 

55 x 65 x 9 cm

2017

valor sob consulta

Sobre o trabalho

 

O trabalho atual de Fábio Carvalho surgiu como uma reflexão sobre os elementos que compõem os estereótipos de identidade de gênero na infância, particularmente em culturas ocidentais sexistas, como os brinquedos que são dados para as crianças, e com os quais estas são incentivadas e autorizadas a brincar. A divisão em dois mundos distintos, mesmo quando não intencionalmente, pode direcionar e determinar a futura personalidade de cada criança. Aexperiência da infância, através da socialização conduzida pelas brincadeiras, permite que as crianças construam‐se como "pequenos homens" e “pequenas mulheres” ideais (Tatiane de Oliveira Pinto, 2009). Judith Butler (2011) nos explica que é necessária a repetição e a exibição de atitudes estereotipadas para garantir os distintivos entre macho e fêmea. Depois de explorar o universo dos brinquedos, o artista seguiu para o mundo adulto, onde os estereótipos de virilidade estão já bem consolidados: o policial, o soldado, o halterofilista, o operário, o vaqueiro e o executivo bem-sucedido.

 

O artista procura com seu trabalho levantar uma discussão sobre os estereótipos e as expectativas de gênero, através da sobreposição e conflito entre os clichês de masculinidade ideal e labores tradicionalmente atribuídos ao terreno do feminino, como padrões decorativos florais, a louça de porcelana, flores e borboletas, bordados e rendas. Com sua produção, o artista busca questionar o senso comum de que força e fragilidade, virilidade e poesia, masculinidade e vulnerabilidade não podem coexistir, e nos lembrar que tudo aquilo que nos parece eterno e definitivo, como tudo na cultura humana, são na verdade resultado de acordos no tempo e espaço.

 

Segundo Marcelo Campos (2013), “Fábio Carvalho elabora uma critica à normatização do masculino e do feminino. O artista utiliza-se de brinquedos de meninos, soldados, heróis, cuja aparência exacerba os músculos, o rosto geometrizado, as poses endurecidas, e os enche de flores de plástico. Assim, o alegórico executa uma alteração. Fábio Carvalho alegoriza a imagem nas estratégias de formação masculinas, fazendo do gênero uma evidente fantasia”.

 

 

BUTLER, Judith. “Actos performativos e constituição de gênero. Um ensaio sobre fenomenologia e teoria feminista”. In: Macedo, Ana Gabriela e Rayner, Francisca. Gênero, cultura visual e performance: antologia critica. Minho: Edição Húmus, 2011.

 

CAMPOS, Marcelo. “Ninguém nasce, torna-se, parte-se, arte-se”. In: catálogo da exposição Camp!, agosto/2013

 

PINTO, Tatiane de Oliveira; LOPES, Maria de Fátima. “Brincadeira no espaço da rua e a demarcação dos gêneros na infância”. In: Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud (Vol. 7 no. 2), jul-dez 2009 

 

Mini Biografia

 

Artista plástico carioca em atividade desde 1994, com 16 exposições individuais e participação em mais de 150 exposições coletivas.  Tem mais de 140 obras em coleções públicas e particulares.

 

Integrou importantes projetos de mapeamento da produção emergente no Brasil nos anos 1990, com destaque para Antarctica Artes com a Folha, Rumos Visuais/Itaú Cultural, Projeto Macunaíma/Funarte, Projéteis Funarte de Arte Contemporânea - RJ, Salão Nacional de Artes Plásticas/MAM RJ, Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, Salão Nacional de Artes de Goiás.

 

Fez exposições por quase todo o território nacional, e já integrou mostras em Berlim, Frankfurt, Guelnhause - Alemanha; Buenos Aires – Argentina; Santiago – Chile; Havana – Cuba; Madrid – Espanha; Cuenca - Equador; Nova York, Los Angeles - EUA; Budapeste - Hungria; Londres – Inglaterra; Pesaro - Itália; Cardif - País de Gales; Lima – Peru; Lisboa, Amadora, Porto, Óbidos, Cerveira - Portugal; Praga - República Checa; São Petersburgo – Rússia.

 

Participou das Residências Artísticas “Bordallianos Brasileiros”, na fábrica Faianças Bordallo Pinheiro (Caldas da Rainha, 2011), “Projecto Artistas Contemporâneos” na fábrica Porcelana Vista Alegre (Ílhavo, 2011), “Maus Hábitos” (Porto, 2012), “ID POOL” na fábrica Porcelana Vista Alegre (Ílhavo, 2013), “Cerâmica Oficina da Formiga” (Ílhavo, 2013), “Cerâmica São Bernardo” (Alcobaça, 2014) e "HS13rc" (Lisboa, 2015), todas em Portugal; “Pensão Artística” (Rio de Janeiro, 2016) e “Horizontes Transitórios" (Sobral, CE, 2002)

 

Integrou as Bienais Internacionais XXII Bienal de Cerâmica (Aveiro, Portugal, 2015), TRIO Bienal (Rio de Janeiro, Brasil, 2015), Bienal de Cerveira (Portugal, 2005) e Bienal de Cuenca (Equador, 1998).